sábado, 21 de agosto de 2010

Estou vivendo uma solidão que me corta

Me corta em luzes que atravessam meu corpo

Água em peneira

Me atravessa, inunda e não preenche, de tão solidão que é.

E entristece a alma sem ternura do ser quente e contido que sou por tudo que sou de só

Não me basto mais

Do que adianta poemas de Florbela ou letras da Bethânia com mais conhaque

Luzes de escuridão fiz

Tentei que ela iluminasse o apartamento para eu mesmo não me enxergar. Mal.

Tocos de velas em cantos ou mesmo no meio da sala, para ser a luz fraca.

Mas sai de mim a luz escura de solidão que me angustia.

Mesmo aqui em dia de sol vejo tudo mais escuro que o fundo do rio do Rosa.

Isso é hoje.

Amanhã to solto dessas amarras de novo

Trabalho

Estudo

Intectualizo

Num preciso de mendigarias ou mesmo da titica que sai do seu cérebro

E que vem do seu intestino, onde você põe o seu chapéu de marca.

Não preciso de você

Você não precisa de mim

E eu vivo feliz por isso

Sem ter você no meu caminho, ele será de luz!

Nenhum comentário: