domingo, 22 de agosto de 2010
Ponto!
sábado, 21 de agosto de 2010
Estou vivendo uma solidão que me corta
Me corta em luzes que atravessam meu corpo
Água em peneira
Me atravessa, inunda e não preenche, de tão solidão que é.
E entristece a alma sem ternura do ser quente e contido que sou por tudo que sou de só
Não me basto mais
Do que adianta poemas de Florbela ou letras da Bethânia com mais conhaque
Luzes de escuridão fiz
Tentei que ela iluminasse o apartamento para eu mesmo não me enxergar. Mal.
Tocos de velas em cantos ou mesmo no meio da sala, para ser a luz fraca.
Mas sai de mim a luz escura de solidão que me angustia.
Mesmo aqui em dia de sol vejo tudo mais escuro que o fundo do rio do Rosa.
Isso é hoje.
Amanhã to solto dessas amarras de novo
Trabalho
Estudo
Intectualizo
Num preciso de mendigarias ou mesmo da titica que sai do seu cérebro
E que vem do seu intestino, onde você põe o seu chapéu de marca.
Não preciso de você
Você não precisa de mim
E eu vivo feliz por isso
Sem ter você no meu caminho, ele será de luz!