sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Vilarejo
Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes
Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Aos ouvidos dos criados-mudos
Sonhei contigo em minha cama por horas fazendo preguiça de domingo chuvoso.
Você e suas cores todas, pelo seu corpo, seus olhos e cabelos. Através das lentes, através da sua pele. Sei que falávamos de coisas leves pois riamos das nossas bobeiras criadas aos ouvidos dos criados-mudos. Acredito que eles também acharam graça, mas nada falaram pelas suas próprias condições!
Só sei que nada me atormentou o dia inteiro. Senti, ao despertar, que seu braço me envolvia e sua respiração estava aqui!
Acordei com a sensação de ter dormido com você de novo. Não! Acordei acreditando que você ficou aqui comigo e que tudo realmente aconteceu horas antes. Eu cochilei e você foi embora.
Será que você vem me visitar esta noite?
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
sextas e sábados a noite e tardes de domingo pedem um aconchego. E eu sonho com o aconchego seu.
Não, não, não... sem implorar migalhas de amor. Só queria reencaixar minha cabeça no seu colo e sentir suas mãos me fazendo carinhozinho com mãozinhas tão lindas e delicadas.
Hunf!! Pensar e pensar nessas noites solitárias e frias me causam aflições e insônias. Levanto, fumo, bebo, respiro, deito e penso de novo!
Ai, ai, ai... que eu faço? Já sei! Tive uma grande idéia. Esvaziar o pensamento... mas como??
Só de pensar em não pensar em você, já penso em você e assim seguem os pensamentos turbilhonicos com a sua pessoa... Quero paz!! Cabeça, me dá um teeempo!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ao Leãozinho
Olhar você é lindo. Lembro da primeira vez que te vi acordar com a luz do sol no seu rosto. Parecia um leãozinho: cabelos rebeldes, cara de sono e o carinho de um anjo. Mesmo nos momentos mais estranhos sempre olhei você e achei aqueles primeiros “olhinhos infantis” que me chamaram para um tão profundo mundo.
Um mundo de menino infante, como o de um guerreiro... ou até mesmo de um leãozinho tentando descobrir o mundo.
Quanto mistério nesse mundo que entrei. Não me importei de ir nele sem enxergar. Como você segurava a minha mão, mergulhei sem pensar em conseqüências. E qual amante pensa em conseqüências, não é mesmo?
Vejo o sol e lembro de como é a luz dele iluminando os seus traços tão angelicais, tão doces, tão seus.
Veste o seu lado desbravador e vem, menino infante sonhador. Entre no meu mundo agora, moleque travesso. Se afasta do bando, leãozinho arisco e vê que tu és pequeno para desbravar assim o mundo, sozinho!.
Enxerga que sou o seu Porto Seguro. Qualquer lugar vai te incomodar, vai te saturar, vai te irritar, vai não te pertencer. Mas não o meu colo, não a minha casa, não a minha vida e não o meu corpo.
Encontro de luzes, eclipse solar e lunar, estrelas e estrelas, mar e costa, barco e cais, o leãozinho e a selva. O leãozinho e o bando.
E eu quero ser o mundo e o bando para ver o leãozinho grande e para mim o meu será sempre o leãozinho.
“Gosto muito de você, leãozinho!!”
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Às seis da manhã
Agora, possua-me! Me olha como eu gosto! Me pega como só você sabe! Invada-me. Sabes que sou, agora, seu!
Me dá e toma o meu sexo. Este que não é de qualquer um. É apenas do senhor dos meus sonhos. Não, não, não... não sou uma cafetina que se entrega para qualquer um. Até mesmo porque sou homem.
Um homem que tem seu homem e é dele. Por inteiro!
Enquanto nossos corpos se embolavam em lençóis, ou observava o movimento das nuvens no céu, que formavam até jardins de girassóis.
Seu corpo sobre o meu e o meu sob o seu e os nossos sob o céu! Nossos corpos, suor, saliva, mordidas, lambidas, vento, puxões, arranhões, posse, domínio, nuvens, peito, pelos, barriga, lua, pernas, nádegas, aviões, eu e você, estrelas!!
Mas uma vez a sua voz sussurrando me chamando de seu "um tudo".
E na cama, na nossa hora sou seu de um tudo, seu amor, sem pudor, seu lobo, seu bobo, seu anjo, seu demônio, seu puto e seu tudo!
Sinto a sua mão me apertar com força e estalar em meu corpo para marcar a sua posse,que já está mais do que marcada dentro de mim.
Pomo-nos a rir ao "leite derramado". Riamos da sorte do nosso prazer entregue de um para o outro sem pudores nem frescuras, muito menos limites.
Esperamos o nosso orgasmo secar na pele, entrar nos poros, chegar às veias e artérias para só então levarmos um ao outro ao banho que, como sempre, é regado de muito prazer.
Abro os olhos, são seis da manhã...