segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dó Re Mi Fa Sol La Si

Dores já não sinto
já não vejo sangramentos,
hemorragia contida!

Restou-me fazer o caminho inverso
sigo na mão, pois eu estava na contramão de tudo
de tudo
e eu tinha um tudo que agora para mim é nada.

Minha estrada segue por mais trecho solitário
mas ao longe vem um vulto e
não é um que eu conheço.
Vultos conhecidos somente se eu olhar para trás

Faço apostas garantidas de um futuro brilhante.
Façam vocês também!
Desafio-os todos, acompanhantes da saga
mais uma vez, violão nas costas, mochila com roupas e caminho!

Solto no mundo fazendo história
Fazendo arte, das artes e nas artes.
Música, literatura, vídeo, teatro, gravura, pintura, dança.
Quem sabe o circo andante de Cordel??

Lançado a mercê da sorte, da sua sorte,
da própria sorte, solto uma gargalhada
e vou.
Mas volto, uma hora daqui uma hora volto.
Nunca o mesmo e depois de um tempo não para o mesmo.
Me enterro e ressucito.

Sinto a liberdade
Me sinto a própria liberdade
Ao rimar e versar e prosar e coisar as coisas
e mais uma vez
Andarei por essa estrada um pouco mais rápido
para alcançar o vulto à frente!

Nenhum comentário: